WhatsApp testa alerta de golpe com inteligência artificial
O WhatsApp começou a testar o "Alerta de Golpe", recurso que usa IA rodando no próprio aparelho para identificar mensagens suspeitas sem violar a criptografia — mira especialmente os golpes mais comuns contra o público 50+.
O WhatsApp começou a testar um novo recurso de segurança que usa inteligência artificial para identificar possíveis golpes recebidos por mensagem. Batizado de "Alerta de Golpe", o sistema analisa o conteúdo de mensagens vindas de números que não estão na lista de contatos do usuário e avisa quando encontra um padrão suspeito — sem enviar o conteúdo das conversas para os servidores da Meta, empresa dona do aplicativo.
Quando o sistema identifica uma possível tentativa de fraude, aparece um alerta na tela para quem recebeu a mensagem. A partir daí, a pessoa pode escolher denunciar o contato, bloqueá-lo, ou marcá-lo como confiável — nesse último caso, os avisos deixam de aparecer para aquele contato específico. Segundo a Meta, o modelo de inteligência artificial roda direto no aparelho do usuário, o que preserva a criptografia de ponta a ponta das conversas.
A empresa também criou uma camada extra de auditoria: cada atualização do modelo de IA usado no recurso é registrada, antes de ser liberada, em um livro de transparência público e imutável — uma forma de garantir que ninguém, nem mesmo a própria Meta, consiga direcionar uma versão adulterada da ferramenta para uma pessoa específica.
Para o público acima de cinquenta anos, que é um dos alvos preferidos de golpistas no WhatsApp — golpes do motoboy, do falso parente em apuros, do PIX errado — a novidade pode se tornar uma camada extra de proteção. Por enquanto, o recurso está disponível de forma limitada na versão beta do aplicativo, e a Meta ainda não informou quando ele chega para o público em geral. A recomendação de sempre continua valendo: desconfiar de pedidos de dinheiro urgentes, mesmo de contatos conhecidos, e sempre confirmar por telefone antes de fazer qualquer transferência.
Fonte: Canaltech