Pesquisa mostra que 93% dos brasileiros já usam inteligência artificial
Levantamento do Observatório Fundação Itaú em parceria com o Datafolha mostra que quase todo brasileiro já usa alguma ferramenta de IA no dia a dia — mas quase metade ainda não sabe explicar o que o termo significa.
Uma pesquisa do Observatório Fundação Itaú em parceria com o Datafolha, batizada de "Consumo e uso de Inteligência Artificial no Brasil", trouxe um retrato detalhado de como a população brasileira lida com a tecnologia. O levantamento, feito com quase três mil entrevistas em todas as regiões do país, mostra que 93% das pessoas já utilizam alguma ferramenta que aplica inteligência artificial — mesmo que boa parte delas (46%) não saiba explicar direito o que o termo significa.
O uso mais comum acontece sem que a pessoa perceba: 89% usam IA em redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp; 78% em sistemas de recomendação de filmes, vídeos e músicas, como Netflix, YouTube e Spotify; 63% em aplicativos de navegação como Waze e Google Maps; e 54% em assistentes de voz como Alexa e Siri. Ferramentas mais "visíveis", como ChatGPT, Gemini ou geradores de imagem, aparecem depois, usadas por 43% e 31% dos entrevistados, respectivamente.
A pesquisa mostra uma diferença importante por idade: entre pessoas de 16 a 34 anos, a IA está "muito" presente no dia a dia de cerca de 4 em cada 10; entre quem tem 60 anos ou mais, essa proporção cai para apenas 19%. Também é nessa faixa etária que mais gente diz que já ouviu falar em IA, mas não sabe explicar o que é — o dado reforça uma sensação comum entre os mais velhos: usar a tecnologia no dia a dia sem necessariamente entender o rótulo por trás dela.
Para quem tem mais de cinquenta anos, o recado da pesquisa é tranquilizador: se você usa Netflix, Waze, WhatsApp ou pede para a Alexa tocar uma música, você já usa inteligência artificial todos os dias — não é preciso "aprender IA do zero" para começar, porque, na prática, você já começou. A diferença está em usar essas ferramentas com mais consciência, sabendo quando confiar e quando checar a informação por conta própria.
Fonte: Fundação Itaú / Datafolha