A inteligência artificial já consegue enxergar o que escapa na mamografia? Veja o que mostra pesquisa premiada da Ufal
Uma inteligência artificial já consegue enxergar, numa mamografia, o que passaria batido para o olho humano? Uma pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) comparou dois modelos diferentes de inteligência artificial — o YOLOv11m e o RT-DETR-L — para identificar massas (nódulos) no tecido da mama em exames de mamografia, prestando atenção especial aos casos mais difíceis: os nódulos pequenos, que são justamente os mais fáceis de passar desapercebidos numa análise manual. O estudo, batizado de RastreIA-Mulher e financiado pelo Programa Pesquisa para o SUS, analisou 2.341 massas em 1.713 imagens de mamografia.
Uma inteligência artificial já consegue enxergar, numa mamografia, o que passaria batido para o olho humano? Uma pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) comparou dois modelos diferentes de inteligência artificial — o YOLOv11m e o RT-DETR-L — para identificar massas (nódulos) no tecido da mama em exames de mamografia, prestando atenção especial aos casos mais difíceis: os nódulos pequenos, que são justamente os mais fáceis de passar desapercebidos numa análise manual. O estudo, batizado de RastreIA-Mulher e financiado pelo Programa Pesquisa para o SUS, analisou 2.341 massas em 1.713 imagens de mamografia.
O trabalho, assinado pelo professor Marcelo Costa Oliveira e por três alunos de graduação em Ciência da Computação da Ufal, recebeu o Prêmio Daniel Sigulem de Excelência em Informática Médica no 21º Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, realizado em setembro de 2026 em Brasília. Os resultados mostraram que um dos modelos (RT-DETR-L) acerta mais na hora de identificar os nódulos, inclusive os pequenos — o que ajuda a reduzir os chamados "falsos negativos" (quando a IA diz que está tudo bem, mas não está) — só que ele também aponta mais "falsos positivos" nos casos pequenos (quando aponta um problema que não existe). O outro modelo (YOLOv11m) tem um equilíbrio melhor entre essas duas taxas de erro. Por isso, os próprios pesquisadores sugerem combinar os dois.
É importante deixar claro: essa tecnologia ainda está em fase de pesquisa, não em uso real nos hospitais. Antes de qualquer mamografia no Brasil passar a contar com esse tipo de apoio de inteligência artificial, o sistema ainda precisa ser testado e validado com uma quantidade muito maior de exames de mulheres brasileiras — hoje, está limitado ao ambiente de pesquisa da Ufal.
Para quem tem mais de cinquenta anos — faixa em que o exame de mamografia preventivo é especialmente recomendado — essa pesquisa é uma boa notícia para o futuro, mas não muda nada na prática agora: continue fazendo a mamografia e seguindo a recomendação do seu médico com a mesma frequência de sempre, sem esperar (ainda) que uma inteligência artificial participe da análise do seu exame.
Fonte: Tribuna Hoje