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Sua voz pode revelar se você tem diabetes? Novo teste de inteligência artificial promete identificar a doença em 20 segundos

Pesquisadores britânicos e da Universidade de Melbourne criaram um modelo de inteligência artificial que analisa 20 segundos de voz pra apontar risco de diabetes tipo 2, com até 80% de acerto nos testes iniciais apresentados no congresso europeu EASD, em Milão. A tecnologia ainda não substitui o exame de sangue e não está disponível para uso no dia a dia.

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Pesquisadores britânicos, em parceria com a Universidade de Melbourne, na Austrália, desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de identificar sinais de diabetes tipo 2 a partir de um simples trecho de voz de apenas 20 segundos. O estudo, apresentado no fim de setembro de 2026 no congresso da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, em Milão, treinou o sistema com mais de 60 mil amostras de voz para reconhecer alterações sutis na fala associadas à doença, como maior rouquidão ou menor controle da respiração ao falar.

Numa primeira fase do estudo, com 7 mil participantes, o modelo acertou corretamente 80% dos casos de diabetes. Numa segunda etapa, com 801 pessoas, a precisão foi de 75% quando comparada a um exame de sangue tradicional (a hemoglobina glicada), mas ainda com uma taxa alta de falsos positivos — ou seja, o sistema às vezes aponta risco de diabetes em quem não tem a doença. Mesmo assim, ele já consegue separar com confiança quem tem risco baixo, médio ou alto, o que pode ajudar a priorizar quem precisa fazer o exame de sangue de verdade primeiro.

A pesquisadora Giedrė Cepukaitytė, uma das responsáveis pelo estudo, destacou o potencial de revolucionar a forma como o exame é feito no futuro, com a possibilidade de a coleta ser feita por telefone ou aplicativo, sem precisar ir até um laboratório. A tecnologia ainda está em fase de refinamento, e os próprios pesquisadores reconhecem que a confiabilidade cai um pouco quando a pessoa tem outras condições de saúde associadas.

Para quem tem mais de cinquenta anos — faixa etária em que o diabetes tipo 2 é bem mais comum — a notícia é animadora, mas vale um aviso: esse teste de voz ainda não está disponível para uso no dia a dia e, mesmo quando estiver, não vai substituir o exame de sangue pedido pelo médico. O recado por enquanto é manter a rotina de exames já recomendada pelo seu médico, sem esperar por uma novidade tecnológica que ainda está em fase de pesquisa.

Fonte: Mix Vale

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