Robôs de pelúcia com inteligência artificial ajudam a combater a solidão de idosos na Coreia do Sul
Bonecos como o Hyodol, equipados com inteligência artificial, já foram distribuídos a mais de 12 mil idosos que vivem sozinhos no país e ajudam a reduzir sintomas de depressão.
Na Coreia do Sul, um em cada três idosos mora sozinho, e o país enfrenta uma das taxas mais altas de suicídio na terceira idade do mundo. Diante desse cenário, o governo sul-coreano passou a apostar em bonecos de pelúcia com inteligência artificial, como o Hyodol, para fazer companhia a quem vive sozinho.
Do tamanho de um bebê, o boneco recebe a pessoa em casa com frases como "Vovó, esperei você o dia inteiro", conversa por voz, toca música e propõe exercícios para a memória — além de avisar remotamente familiares e assistentes sociais sobre a rotina do idoso. Mais de 12 mil unidades já foram distribuídas no país, principalmente por programas do governo, e pesquisas mostram que o uso regular do boneco por seis semanas já reduz sintomas de depressão e melhora resultados cognitivos.
A própria empresa reconhece que o Hyodol "não é para todos": ele funciona como apoio, não como substituto do convívio humano, e especialistas alertam para o risco de dependência emocional excessiva. Ainda assim, o modelo já inspira soluções parecidas em outros países da Ásia — como o robô-foca PARO, usado no Japão desde 2005 — e o mercado global de robôs para cuidado de idosos deve chegar a 7,7 bilhões de dólares até 2030.
Fonte: CNN Portugal