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Inteligência artificial vira aliada de quem tem mais de cinquenta anos contra a solidão

Reportagem do Gizmodo Brasil mostra como pessoas com mais de cinquenta anos vêm usando assistentes de inteligência artificial não só para tirar dúvidas, mas também para manter contato social e combater a solidão — um movimento que já aparece com força em vários países.

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Uma reportagem publicada em 21 de agosto pelo Gizmodo Brasil mostrou como a inteligência artificial está deixando de ser novidade para se tornar companhia no dia a dia de quem tem mais de cinquenta anos. Segundo o levantamento, cada vez mais pessoas mais velhas usam assistentes de inteligência artificial não só para tirar dúvidas ou organizar tarefas, mas também para manter contato social e combater a sensação de solidão — um movimento que já aparece com força em países como China, Reino Unido e Estados Unidos.

Na Argentina, o fenômeno também ganha força, puxado principalmente pela facilidade de acesso a celulares e ferramentas controladas por voz. Nesses países, o tempo que os mais velhos passam interagindo com o celular já é comparável — e em alguns casos até maior — do que o de jovens da Geração Z, quando somado ao tempo de televisão. O uso vai de perguntas rápidas até conversas mais longas, num movimento que se aproxima do que pesquisas anteriores já haviam identificado sobre chatbots de companhia.

A reportagem também reforça um alerta importante: o mesmo tipo de tecnologia que ajuda a espantar a solidão também abre espaço para golpes digitais e informações falsas, principalmente entre quem tem menos familiaridade com a tecnologia. O risco financeiro chama atenção especial, já que aposentados costumam ter menos margem para recuperar prejuízo em caso de fraude.

Para quem tem mais de cinquenta anos, o equilíbrio é o que importa: usar a inteligência artificial como companhia ocasional para um bate-papo, uma dúvida ou uma dica do dia a dia não tem problema nenhum — o cuidado é não deixar que ela substitua o contato com filhos, netos, amigos e vizinhos, e desconfiar sempre de qualquer conversa que peça dado pessoal ou dinheiro.

Fonte: Gizmodo Brasil

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