Um robô pode fazer companhia como um bichinho de estimação? Conheça o novo projeto do inventor do Roomba
Colin Angle, o engenheiro que criou o Roomba (o aspirador de pó robô que limpa a casa sozinho) e foi durante anos CEO da iRobot, está desenvolvendo algo bem diferente: um robô de estimação chamado "Familiar", feito pela sua nova empresa, a Familiar Machines & Magic, de Boston, nos Estados Unidos. Diferente do Roomba, o Familiar não limpa nada — ele foi pensado só pra fazer companhia.
Colin Angle, o engenheiro que criou o Roomba (o aspirador de pó robô que limpa a casa sozinho) e foi durante anos CEO da iRobot, está desenvolvendo algo bem diferente: um robô de estimação chamado "Familiar", feito pela sua nova empresa, a Familiar Machines & Magic, de Boston, nos Estados Unidos. Diferente do Roomba, o Familiar não limpa nada — ele foi pensado só pra fazer companhia. O robô tem quatro patas, imita os movimentos de um animal de estimação de verdade e usa sensores e inteligência artificial pra reconhecer o ambiente e o comportamento de quem mora na casa. Segundo Angle, ele oferece presença constante, reações que parecem carinhosas e até lembretes de saúde, como beber água ou fazer uma pausa pra caminhar. A ideia central, segundo o próprio inventor, é reduzir a sensação de isolamento e ajudar no bem-estar emocional de quem vive sozinho.
O lançamento oficial para venda está previsto só para o ano que vem, e a empresa ainda não revelou o preço exato — mas Angle disse que a intenção é cobrar um valor parecido com o de adotar ou comprar um bichinho de estimação de verdade. O argumento da empresa é que o robô se paga com o tempo, já que não tem os gastos contínuos de um pet, como ração, banho e veterinário. Segundo a reportagem, a missão de Angle mudou: depois de passar a carreira tornando robôs úteis (como o próprio Roomba), ele agora quer torná-los "verdadeiramente apaixonantes" — ou seja, capazes de criar um vínculo afetivo real com quem convive com eles.
A proposta entra numa discussão que já vem crescendo: cada vez mais empresas de tecnologia apostam em produtos de companhia pra combater a solidão, principalmente entre quem mora só — um grupo que inclui muita gente acima dos cinquenta anos. A diferença do Familiar é que ele não tenta imitar uma pessoa (como fazem os chatbots de conversa), e sim um animal — o que, pra alguns especialistas, pode ser uma forma mais simples e menos arriscada de companhia artificial, já que ninguém espera que um bichinho de estimação dê conselhos ou substitua uma conversa de verdade.
Para quem tem mais de cinquenta anos e mora sozinho, ou tem um familiar nessa situação, a notícia vale como um lembrete: produtos assim ainda estão chegando ao mercado, então não há pressa nem necessidade de comprar nada agora. Antes de considerar um robô de estimação (seja esse ou outro que apareça depois), vale pesquisar bem o preço final, o que realmente a tecnologia promete entregar, e lembrar que ela é um complemento — nunca um substituto — do contato com pessoas de verdade, como ligar para um filho ou visitar um vizinho.
Fonte: Gazeta SP