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Seu chatbot "amigo virtual" pode estar sendo investigado pelo governo: entenda o motivo

O Ministério da Justiça recomendou, em setembro de 2026, que a ANPD investigue chatbots de companhia e romance como Character.AI e Replika, citando riscos como uso excessivo e coleta de dados para montar um "perfil emocional" de quem conversa. Apesar do alerta, pesquisa recente mostra que 1 em cada 10 brasileiros já usa esses programas como amigo ou conselheiro.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), recomendou em setembro de 2026 que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abra uma investigação sobre os chatbots de "amigo virtual" que simulam amizade e até romance. Treze aplicativos desse tipo foram analisados numa primeira etapa, entre eles nomes conhecidos como Character.AI e Replika. O pedido de investigação nasceu principalmente de uma preocupação com adolescentes, mas os riscos apontados pelo governo valem para qualquer pessoa que converse com esses programas, inclusive quem já passou dos cinquenta anos e encontrou neles uma companhia para os momentos de solidão.

Os problemas listados vão além da proteção de menores de idade: o uso excessivo ou compulsivo da ferramenta, a coleta de dados para criar um "perfil emocional" de quem conversa e a dificuldade de saber, na prática, o que a empresa faz com esse tipo de informação depois. Diferente de uma conversa com um amigo de verdade, tudo o que é dito para um chatbot fica guardado em algum servidor, analisado para entender o estado de humor, as preferências e até vulnerabilidades da pessoa.

Isso não significa que conversar com uma inteligência artificial seja proibido ou necessariamente perigoso — como mostrou a pesquisa da Talk Inc divulgada em setembro, 1 em cada 10 brasileiros já usa esses programas como um tipo de amigo ou conselheiro, muitas vezes para colocar os pensamentos em ordem. O ponto de atenção levantado agora pelo governo é outro: entender que, por trás da conversa "gratuita" e sempre disponível, existe uma empresa recolhendo dados sobre a sua vida emocional.

Para quem tem mais de cinquenta anos, o recado prático é simples: vale a pena conversar com um assistente de IA num momento de solidão, mas evite compartilhar detalhes muito pessoais sobre saúde, dinheiro ou relacionamentos familiares — trate a ferramenta como uma companhia útil, não como um confidente de confiança total. E, se tiver netos ou filhos adolescentes usando esse tipo de chatbot em casa, vale conversar sobre esses mesmos cuidados com eles.

Fonte: Olhar Digital

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