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Um robô pode ajudar quem mora sozinho a se sentir menos solitário? Conheça o ElliQ, criado para fazer companhia a idosos

Um robô pode ajudar quem mora sozinho a se sentir menos solitário? É essa a proposta do ElliQ, um robô de companhia criado pela empresa israelense Intuition Robotics e voltado especificamente para idosos. Diferente dos assistentes virtuais comuns, que só respondem quando alguém pergunta algo, o ElliQ consegue iniciar conversas por conta própria: ele sugere atividades, propõe exercícios leves de alongamento, lembra o horário de tomar remédio e oferece jogos e outras atividades interativas na tela sensível ao toque. O aparelho tem o formato de uma pequena luminária com uma estrutura móvel, pensado para quem tem pouca familiaridade com celular e computador.

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Um robô pode ajudar quem mora sozinho a se sentir menos solitário? É essa a proposta do ElliQ, um robô de companhia criado pela empresa israelense Intuition Robotics e voltado especificamente para idosos. Diferente dos assistentes virtuais comuns, que só respondem quando alguém pergunta algo, o ElliQ consegue iniciar conversas por conta própria: ele sugere atividades, propõe exercícios leves de alongamento, lembra o horário de tomar remédio e oferece jogos e outras atividades interativas na tela sensível ao toque. O aparelho tem o formato de uma pequena luminária com uma estrutura móvel, pensado para quem tem pouca familiaridade com celular e computador.

O produto já passou por um programa piloto em 2019 e está à venda desde 2022, principalmente nos Estados Unidos. Em Nova York, por exemplo, existem parcerias que oferecem o aparelho de graça a alguns idosos dentro de programas municipais de atendimento. Quem quiser comprar por conta própria paga uma taxa inicial de cerca de 250 dólares (em torno de R$ 1.200) mais uma assinatura mensal a partir de 40 dólares (por volta de R$ 204) — valores que, até agora, só valem para quem mora nos Estados Unidos, já que o produto não tem venda oficial no Brasil. Além de companhia, o aparelho também permite que filhos e cuidadores autorizados mandem mensagens e façam chamadas de vídeo direto para ele.

A ideia por trás do ElliQ é dar mais autonomia a quem vive sozinho, reduzindo a necessidade de se mudar para uma casa de repouso ou contratar um cuidador em tempo integral só por companhia. A fabricante afirma usar criptografia para proteger os dados do aparelho, diz que não vende essas informações e que atende pedidos de exclusão — mas, como essas garantias vêm da própria empresa, vale lembrar que elas não foram verificadas por um órgão independente.

Para quem tem mais de cinquenta anos no Brasil, o ElliQ ainda não é uma opção de compra — é só uma referência do que já existe em outros países. O recado útil aqui é outro: se um dia aparecer um produto parecido por aqui, vale perguntar sempre quem fabrica, que dados ele coleta (rotina, remédios, preferências) e para onde essas informações vão, antes de decidir se um robô de companhia faz sentido para você ou para um familiar. E, claro, nenhum aparelho substitui uma visita de verdade de um filho, neto ou vizinho.

Fonte: Times Brasil

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