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IA e Relações

Pesquisa mostra como os brasileiros estão encarando a inteligência artificial na intimidade

Pesquisa da Gleeden na Intimi Expo, com 1.271 brasileiros, mostra que 51,2% não consideram traição usar IA para fins íntimos, e quase metade já se sente à vontade desabafando com um chatbot.

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Uma pesquisa divulgada na primeira semana de agosto trouxe um retrato inédito de como os brasileiros estão lidando com a inteligência artificial dentro da vida afetiva e íntima. O levantamento, feito pela plataforma Gleeden durante a 12ª edição da Intimi Expo, ouviu 1.271 pessoas — 78% delas mulheres, a maioria entre 26 e 35 anos.

O resultado mais chamativo: 51,2% dos entrevistados disseram que usar inteligência artificial para fins eróticos ou íntimos não é considerado traição. Mais da metade enxerga essas ferramentas como algo separado do relacionamento real, e não como uma forma de infidelidade.

Mas a pesquisa também mostrou que o tema ainda gera desconforto e negociação dentro dos casais. Quando perguntados se contariam ao parceiro caso usassem IA para interações íntimas, 49,7% disseram que sim, contariam abertamente. Já 33,9% afirmaram que isso dependeria da situação — do tipo de uso, da intensidade, do contexto. E 16,4% preferiram dizer que manteriam a informação em segredo.

Além do lado erótico, o estudo revelou algo talvez ainda mais relevante para quem passou dos cinquenta anos: quase metade dos participantes já se sente confortável desabafando emocionalmente com um chatbot de inteligência artificial — um uso que mostra como a IA está virando uma espécie de confidente digital, inclusive para pessoas de meia-idade e da terceira idade que lidam com solidão, luto ou distanciamento dos filhos.

Especialistas recomendam que a inteligência artificial sirva como apoio pontual, e não como substituto de vínculos humanos reais. Buscar ajuda profissional ou manter contato com amigos e família continua sendo insubstituível quando o assunto é solidão ou saúde emocional a longo prazo.

Fonte: Alô Alô Bahia

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