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Neto cria alto-falante com inteligência artificial que puxa conversa sozinho com o avô: veja como o Ato funciona

Um neto argentino criou, com um engenheiro, o "Ato" — alto-falante com inteligência artificial que puxa conversa sozinho com o avô, sem tela nem botão, lembra horário de remédio e ajuda numa emergência. O aparelho custa US$ 179, mais assinatura de US$ 29 por mês para ligações ilimitadas.

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Um neto argentino criou, ao lado de um engenheiro, um aparelho de inteligência artificial pensado para cuidar do próprio avô à distância — sem tela, sem botão e sem exigir nenhum conhecimento prévio de tecnologia. Juan Pedro Cereigido batizou o projeto de "Ato", apelido de carinho que a família usa para chamar o avô Roberto, e criou junto com o engenheiro Gaspar Habif um pequeno alto-falante que funciona só por voz.

Diferente de um assistente comum, que só responde quando é chamado, o Ato pode iniciar uma conversa sozinho — puxando assunto, perguntando como foi o dia, oferecendo estímulo pra mente do idoso. O aparelho também lembra de horário de remédio e ajuda a pedir socorro numa emergência. Pelo aplicativo, os familiares mandam recados e escolhem com que frequência o dispositivo deve puxar papo automaticamente, criando pequenos contatos no dia do idoso mesmo quando ninguém pode estar por perto.

O projeto custa US$ 179 o aparelho, mais uma assinatura de US$ 29 por mês para ligações ilimitadas iniciadas pelo próprio dispositivo (sem ela, o uso fica mais limitado). Os criadores garantem que ninguém tem acesso ao conteúdo das conversas, mas a proposta levanta uma pergunta que vai além da tecnologia: será que um aparelho que conversa, lembra compromisso e ajuda numa emergência pode fazer a família se sentir menos responsável por visitar?

Para quem tem mais de cinquenta anos, ou tem um familiar idoso morando sozinho, vale pensar nesse tipo de solução como um complemento pros momentos vazios do dia — nunca como substituto de quem bate na porta pra fazer companhia de verdade. E, como em qualquer tecnologia nova, vale pesquisar bem antes de comprar: entender a política de privacidade e o custo real (aparelho + assinatura) antes de decidir.

Fonte: Diário do Litoral

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