China regulamenta relacionamentos com inteligência artificial
Desde 15 de julho, a China exige que aplicativos de companheiros virtuais de IA sigam regras contra dependência emocional, com proteção especial para menores de idade.
Desde 15 de julho de 2026, a China passou a exigir que aplicativos de companheiros virtuais baseados em inteligência artificial sigam um conjunto de regras que pode mudar o futuro desse mercado no mundo inteiro. A medida vale para qualquer sistema de IA capaz de simular uma personalidade humana e manter interações emocionais prolongadas com o usuário.
A lei não proíbe que uma IA seja carinhosa ou acolhedora. O que o governo chinês tentou bloquear foi o uso deliberado da IA para criar dependência emocional, controlar psicologicamente o usuário ou estimular comportamento de vício. Para menores de idade, a regra é mais rígida: nenhuma plataforma pode oferecer parceiros ou relação íntima virtual a pessoas com menos de 18 anos.
Entre as obrigações práticas, a lei exige que o sistema avise o usuário após cada duas horas seguidas de uso, deixe claro que o companheiro virtual é uma máquina, e garanta o direito de apagar dados e encerrar a relação virtual sem obstáculos. Em situações de risco à saúde mental, a plataforma deve adotar medidas de intervenção e, em casos extremos, acionar contatos de emergência.
Analistas apontam que a lei também tem relação com a queda da natalidade na China, com receio de que parceiros artificiais compitam com casamentos e famílias reais. A China foi o primeiro país a estabelecer limites claros nesse território — outros países terão que decidir logo onde colocar as próprias fronteiras.
Fonte: Xinhua