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Bancos agora são obrigados por lei a reforçar a proteção contra golpes feitos com inteligência artificial: entenda o que muda

Desde 1º de março de 2026, resoluções do Banco Central (CMN 5.274 e BCB 538) obrigam bancos e fintechs a reforçar a proteção contra golpes com IA — dados da Polícia Federal mostram que fraudes com apoio de inteligência artificial já aparecem em quase metade das tentativas contra instituições financeiras no país.

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Desde 1º de março de 2026, bancos, fintechs e cooperativas de crédito no Brasil são obrigados por lei a reforçar a proteção contra fraudes que usam inteligência artificial. As resoluções CMN 5.274 e BCB 538, do Banco Central, exigem que essas instituições estruturem formalmente uma área de inteligência de ameaças cibernéticas, com monitoramento contínuo de vazamento de dados e relatório anual mostrando o que foi feito com cada alerta recebido.

A regra nasceu de um problema real: segundo dados da Polícia Federal, golpes com apoio de inteligência artificial — vídeos e áudios falsos, mensagens quase perfeitas, até documentos falsificados — já aparecem em quase metade das tentativas de fraude contra bancos e outras instituições financeiras no país, num movimento que cresce ano após ano.

A boa notícia é que os bancos também estão usando inteligência artificial pra se defender. O Itaú, por exemplo, relatou uma queda de quase 50% nas tentativas de fraude depois de reforçar seus sistemas com IA — incluindo biometria comportamental, tecnologia que analisa detalhes como o jeito de segurar o celular e o padrão de toque na tela pra identificar quando algo foge do comportamento normal do cliente e travar a operação até uma confirmação extra.

Para quem tem mais de cinquenta anos, essa nova regra é uma camada a mais de proteção, mas não substitui o cuidado de sempre: desconfiar de qualquer pedido urgente de dinheiro, confirmar por outro número de telefone antes de agir, e nunca instalar aplicativo de acesso remoto a pedido de quem liga se dizendo "central de segurança do banco" — nenhum banco de verdade pede isso.

Fonte: InvestNews

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