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Ligação parece da família, mas é golpe? Veja como a inteligência artificial clona vozes para roubar dinheiro

Com apenas três segundos de áudio, criminosos já conseguem clonar a voz de um familiar com inteligência artificial — deepfakes cresceram 830% no Brasil entre 2024 e 2025, e pessoas com mais de cinquenta anos são alvo frequente.

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Golpes que usam inteligência artificial para clonar a voz de um familiar cresceram forte em 2026 no Brasil, e bancos já emitiram alerta sobre o risco de milhões de pessoas serem alvo desse tipo de fraude. O funcionamento é simples e assustador: com apenas três segundos de áudio da voz de alguém — retirado, por exemplo, de um vídeo postado nas redes sociais — um criminoso consegue usar inteligência artificial para reproduzir aquela voz de forma convincente. Em seguida, liga fingindo ser o filho, a filha ou o neto, contando uma história urgente (um acidente, uma prisão, uma emergência médica) e pedindo dinheiro na hora, geralmente por Pix. O objetivo é sempre o mesmo: fazer a vítima agir pelo medo, antes que dê tempo de pensar ou checar a informação.

Os números mostram a dimensão do problema: dados da Polícia Federal apontam um crescimento de 830% no uso de deepfakes entre 2024 e 2025 no Brasil, e a inteligência artificial já está presente em 42,5% das fraudes financeiras registradas no país. A Federação Brasileira de Bancos estima perdas de R$ 10,1 bilhões com fraudes bancárias, com uma fatia cada vez maior envolvendo esse tipo de tecnologia. Uma pesquisa da Fundação Seade mostrou ainda que 82% dos idosos já foram alvo de alguma tentativa de golpe digital, e 12% chegaram a perder dinheiro de verdade.

A boa notícia é que a defesa contra esse golpe não exige nenhum conhecimento técnico — só uma mudança de hábito. Especialistas em segurança recomendam sempre confirmar a informação ligando de volta para o número de telefone já salvo do familiar (nunca o número que ligou), e, se possível, fazer uma videochamada iniciada por você mesmo antes de tomar qualquer decisão. Combinar com a família uma "palavra-chave" secreta, que só vocês conhecem, também é uma forma simples de confirmar rapidamente se quem está do outro lado da linha é mesmo quem diz ser.

Para quem tem mais de cinquenta anos, a regra mais importante é: nenhuma emergência de verdade exige que o dinheiro seja transferido em minutos, sem checagem. Se uma ligação pedir Pix urgente por causa de um acidente ou prisão, desligue, respire e ligue de volta pelo número que você já tem salvo daquela pessoa — na dúvida, ligar para outro parente que possa confirmar a história também ajuda a ganhar tempo antes de qualquer transferência.

Fonte: Forbes Brasil

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