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IA e Finanças

Mercado Pago transforma assistente de inteligência artificial em gerente pessoal

O "Mago", assistente de IA do Mercado Pago, virou um "personal banker" que organiza finanças e executa tarefas por comando de voz ou texto — mas toda operação ainda precisa de confirmação explícita do usuário.

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O Mercado Pago anunciou, na segunda semana de agosto, uma evolução do seu assistente financeiro de inteligência artificial, batizado de "Mago". A ferramenta, que já soma 17 milhões de usuários desde que foi lançada, em outubro de 2025, passa agora a funcionar como o que a empresa chama de "personal banker" — um gerente de banco pessoal, disponível dentro do próprio aplicativo, a qualquer hora do dia.

Na prática, o Mago entende comandos em linguagem natural — do tipo que qualquer pessoa usaria numa conversa comum, sem termos técnicos — e usa as próprias informações da conta do usuário dentro da plataforma para organizar as finanças, simular cenários futuros e sugerir oportunidades para o dinheiro render mais. Ele também executa tarefas do dia a dia, como fazer um Pix, consultar o extrato ou organizar a conta, sempre dentro de uma experiência de conversa, como se estivesse trocando mensagens com uma pessoa.

Um ponto que a empresa faz questão de destacar: o Mago não é um consultor financeiro e não decide nada sozinho. Ele organiza, explica, simula e executa exatamente o que foi pedido — mas toda operação, sem exceção, precisa de confirmação explícita do usuário antes de ser concluída. A tecnologia está disponível, por enquanto, para 17 milhões de clientes, com expansão gradual prevista para toda a base da empresa, que soma 88 milhões de usuários no Brasil.

Esse tipo de assistente financeiro por inteligência artificial deve se tornar cada vez mais comum em bancos e fintechs — e para quem tem mais de cinquenta anos, vale um cuidado redobrado antes de usar qualquer ferramenta assim: primeiro, nunca compartilhar senha, nem mesmo com um assistente "de dentro" do próprio banco; segundo, sempre ler a confirmação antes de aprovar qualquer transferência ou pagamento sugerido pela inteligência artificial, mesmo que pareça óbvio; e terceiro, lembrar que esse tipo de assistente é uma ferramenta de organização, não uma autorização automática — a palavra final sobre o dinheiro continua sendo sempre da pessoa, nunca do algoritmo.

Fonte: TI Inside

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