Golpe do "Pix errado" fica mais sofisticado com inteligência artificial em 2026
Especialistas em segurança alertam que o golpe do Pix errado deve ficar ainda mais sofisticado ao longo de 2026 com ajuda de inteligência artificial — pessoas com mais de cinquenta anos já são 53% das vítimas.
O golpe do "Pix errado" segue entre as fraudes mais usadas contra brasileiros, e especialistas em segurança alertam que a modalidade deve ficar ainda mais sofisticada ao longo de 2026, com ajuda de inteligência artificial. Segundo relatório da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), cerca de 28 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes pelo Pix em 2025, e pessoas com mais de cinquenta anos já representam 53% dos casos — a maior fatia entre todas as faixas etárias.
O funcionamento do golpe é sempre parecido: o criminoso transfere um valor pequeno para a vítima "por engano" e, pouco depois, entra em contato pedindo a devolução — mas para uma conta diferente da que enviou o dinheiro. Ao mesmo tempo, ele aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, alegando ter sido vítima de fraude. Quem devolve o valor manualmente para a conta indicada acaba perdendo o dinheiro duas vezes: o que devolveu e o que teve bloqueado durante a apuração do MED.
"Em 2026, o golpe não começa com erro de português. Ele começa com o nome da vítima, sua cidade e uma história que faz sentido para ela. A IA potencializa a engenharia social, tornando o convencimento mais rápido e preciso", alerta Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET Brasil. Para conter o abuso do MED nesse tipo de golpe, o Banco Central já aprimorou o regulamento do Pix, e a nova funcionalidade que rastreia o caminho do dinheiro entre contas deve se tornar obrigatória em fevereiro de 2026.
Para quem tem mais de cinquenta anos, a regra prática continua sendo a mais segura: se um Pix "errado" cair na conta, a devolução deve ser feita sempre pela função "Devolver" dentro do próprio aplicativo do banco, nunca por uma nova transferência manual para a conta que a pessoa do outro lado indicar. Qualquer pedido de urgência, ameaça de bloqueio ou instrução específica de como pagar é sinal de alerta — na dúvida, o caminho mais seguro é ligar direto para o banco antes de fazer qualquer coisa.
Fonte: WeLiveSecurity (ESET)