Óculos da Meta ajudam pessoas com baixa visão
Os óculos inteligentes da Meta, feitos em parceria com a Ray-Ban, estão ganhando um novo papel como ferramenta de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão, segundo a oftalmologista Flávia Sardenberg.
Os óculos inteligentes da Meta, desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, estão ganhando um novo papel além do de acessório tecnológico: o de ferramenta de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão. Equipados com câmera, microfones, alto-falantes e inteligência artificial, os óculos permitem interagir com o ambiente ao redor sem precisar pegar o celular a cada dúvida, segundo reportagem publicada em 20 de agosto pela oftalmologista Flávia Sardenberg, no portal capixaba Folha Vitória.
Por meio da câmera, o sistema consegue descrever em áudio o que está diante da pessoa — identificar objetos, ler embalagens, reconhecer ambientes — funcionando como uma espécie de assistente visual sempre disponível, ativado só por comando de voz. Uma das funções de maior potencial é a integração com o Be My Eyes, plataforma que conecta o usuário, por chamada de vídeo, a voluntários que enxergam e podem orientar em tempo real numa tarefa específica, como ler uma etiqueta ou identificar uma peça de roupa. Em 2026, esse recurso foi ampliado para também permitir conexão, por voz, com familiares, amigos e serviços de atendimento de empresas.
Uma das maiores vantagens, segundo a especialista, é que a tecnologia fica incorporada ao próprio campo de visão e é acionada por voz — a pessoa recebe a informação por áudio sem precisar localizar e manusear um smartphone, mantendo as mãos livres. Mas a oftalmologista faz questão de reforçar um ponto importante: os óculos não tratam a baixa visão nem recuperam visão perdida. Eles são tecnologia assistiva, e não substituem o acompanhamento oftalmológico nem os programas de reabilitação visual, que continuam sendo essenciais para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente.
Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão, ou tem um familiar nessa situação, o recado é equilibrado: vale a pena conhecer esse tipo de recurso como um aliado a mais na autonomia do dia a dia, mas sempre em conjunto com o acompanhamento médico — e nunca como substituto da consulta com o oftalmologista.
Fonte: Folha Vitória