Óculos com inteligência artificial podem devolver autonomia a quem não vê? Conheça o projeto que já ajudou 16 pessoas em Araxá (MG)
Óculos com inteligência artificial podem devolver autonomia a quem não vê? Em Araxá, no interior de Minas Gerais, um grupo de empresários locais já respondeu que sim, na prática: eles criaram um instituto que doa óculos equipados com inteligência artificial para pessoas cegas ou com baixa visão da região, e, nos últimos seis meses, 16 pessoas já receberam o equipamento de graça.
Óculos com inteligência artificial podem devolver autonomia a quem não vê? Em Araxá, no interior de Minas Gerais, um grupo de empresários locais já respondeu que sim, na prática: eles criaram um instituto que doa óculos equipados com inteligência artificial para pessoas cegas ou com baixa visão da região, e, nos últimos seis meses, 16 pessoas já receberam o equipamento de graça.
A iniciativa foi criada por Wellington Martins, dono de uma escola técnica na cidade, reunindo outros empresários para financiar o projeto. Os óculos têm uma câmera e alto-falantes embutidos na própria armação, além de microfones que permitem à pessoa fazer perguntas em voz alta. A inteligência artificial embarcada identifica objetos, textos e o ambiente capturado pela câmera, e descreve tudo isso em voz alta para quem está usando o equipamento — ajudando, por exemplo, a ler uma embalagem de remédio, identificar uma placa de rua ou reconhecer quem está por perto.
Cada unidade custa, em média, cerca de R$ 3.000, valor bancado pelos empresários que fazem parte do instituto — um custo bem mais baixo do que uma alternativa importada conhecida no mercado, o OrCam MyEye 2, que custa cerca de R$ 14.900 no Brasil. A reportagem original, do portal g1, não detalha os critérios exatos de inscrição nem o passo a passo para solicitar o equipamento — quem tiver interesse ou um familiar na situação deve buscar diretamente o instituto em Araxá para mais informações sobre como se cadastrar.
Esse tipo de iniciativa local, bancada por quem mora na própria cidade, é um padrão que vem se repetindo em diferentes pontos do Brasil — já vimos projetos parecidos em outras cidades, cada um com seu próprio jeito de funcionar e seus próprios critérios de doação. Isso é uma boa notícia (mostra que a tecnologia está ficando mais acessível e replicável), mas também significa que não existe ainda um programa nacional único e centralizado — cada iniciativa tem suas próprias regras, seu próprio limite de unidades disponíveis e sua própria forma de inscrição.
Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão ou cegueira, ou tem um familiar nessa situação, vale a pena pesquisar se existe uma iniciativa parecida com essa na sua própria cidade ou região — muitas vezes através de uma associação de pessoas com deficiência visual local, que costuma saber quais programas (municipais, de ONGs ou de grupos de empresários) estão ativos naquele momento e quais são os critérios reais para conseguir um dos equipamentos, sem precisar pagar o valor cheio de um aparelho importado.
Fonte: TV Sim Brasil