Um aplicativo no celular pode ajudar quem não vê a se guiar sozinho? Conheça o app brasileiro criado por quem vive essa realidade
Um aplicativo no celular pode ajudar quem não vê a se guiar com mais segurança pela rua ou dentro de casa? É essa a proposta do aplicativo criado pelo alagoano Arthur Sendas, que ele mesmo descreve como alguém com deficiência visual (acromatopsia). O aplicativo usa a câmera do próprio celular, somada a inteligência artificial, ecolocalização (o mesmo princípio que os morcegos usam para se orientar por som) e áudio em 3D, para identificar objetos à frente da pessoa, descrever o ambiente em voz alta e ajudar na navegação pelo espaço — tudo isso sem precisar de um aparelho separado, só do celular que a pessoa já tem.
Um aplicativo no celular pode ajudar quem não vê a se guiar com mais segurança pela rua ou dentro de casa? É essa a proposta do aplicativo criado pelo alagoano Arthur Sendas, que ele mesmo descreve como alguém com deficiência visual (acromatopsia). O aplicativo usa a câmera do próprio celular, somada a inteligência artificial, ecolocalização (o mesmo princípio que os morcegos usam para se orientar por som) e áudio em 3D, para identificar objetos à frente da pessoa, descrever o ambiente em voz alta e ajudar na navegação pelo espaço — tudo isso sem precisar de um aparelho separado, só do celular que a pessoa já tem.
A história por trás do projeto começou ainda na faculdade de Análise de Sistemas, em Maceió, quando Arthur e um colega que também tinha deficiência visual, o Júnior, criaram juntos o primeiro protótipo: um crachá com sensores e pequenos motores de vibração. Um episódio numa festa de aniversário de uma criança cega ajudou a transformar a ideia em negócio de verdade. Em 2022, a startup foi selecionada pelo programa Startup Nordeste, do Sebrae, e recebeu um aporte de 78 mil reais para se desenvolver. Em outubro de 2023, o Júnior morreu, e, dois meses depois, o próprio Arthur foi diagnosticado com câncer na garganta — a empresa quase parou nesse período, mas voltou a crescer puxada pela demanda de quem já usava o aplicativo.
Hoje o aplicativo já soma mais de mil pessoas inscritas, segundo a reportagem — um sinal de que existe demanda real por esse tipo de ferramenta, embora a matéria não detalhe se ele está disponível para qualquer pessoa baixar agora, em qual loja de aplicativos, nem se tem algum custo de assinatura.
Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão ou cegueira, ou tem um familiar nessa situação, a história do Arthur Sendas mostra que soluções de acessibilidade com inteligência artificial estão cada vez mais sendo criadas por quem vive o problema na pele — o que tende a resultar em ferramentas mais úteis no dia a dia. Antes de assinar qualquer aplicativo do tipo, vale pesquisar bem como baixar a versão oficial, se existe um período de teste gratuito, e sempre buscar também o apoio de uma associação de pessoas com deficiência visual da sua região, que pode indicar recursos já testados e confiáveis.
Fonte: Revista Quero