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Estudantes de escola pública criam óculos com inteligência artificial pra ajudar quem não vê: conheça o projeto

Quatro alunos do 2º ano do ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso, no Campus Avançado de Lucas do Rio Verde, criaram um protótipo de óculos equipados com inteligência artificial para ajudar pessoas com deficiência visual no dia a dia. O dispositivo, de baixo custo, usa uma câmera e um mini computador conectados a um alto-falante ou fone de ouvido: o sistema analisa o que a câmera capta e transforma essa informação em áudio, ajudando a pessoa a ler textos e palavras, reconhecer objetos à sua frente e até detectar obstáculos no caminho.

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Quatro alunos do 2º ano do ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso, no Campus Avançado de Lucas do Rio Verde, criaram um protótipo de óculos equipados com inteligência artificial para ajudar pessoas com deficiência visual no dia a dia. O dispositivo, de baixo custo, usa uma câmera e um mini computador conectados a um alto-falante ou fone de ouvido: o sistema analisa o que a câmera capta e transforma essa informação em áudio, ajudando a pessoa a ler textos e palavras, reconhecer objetos à sua frente e até detectar obstáculos no caminho. O projeto, orientado pelo professor Vigner Vieira dos Santos, foi anunciado como uma das 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de inovação da Samsung voltado a estudantes de escolas públicas.

Segundo o calendário divulgado pela competição, os dez finalistas do programa serão conhecidos em 16 de outubro de 2026, a mentoria às equipes começa em 19 de outubro, e a votação popular — que também conta pontos para definir os vencedores — abre em 23 de novembro, com o resultado final anunciado em 8 de dezembro. Até lá, os próprios estudantes contam que estão coletando sugestões por meio de um formulário e buscando contato com escolas e profissionais da área de deficiência visual, para entender melhor as necessidades reais de quem seria usuário do equipamento.

Vale destacar que o projeto ainda é um protótipo em desenvolvimento, sem data nem plano definido para chegar ao mercado ou a programas de distribuição gratuita — diferente de outros óculos com inteligência artificial já testados e distribuídos em programas de prefeituras e estados pelo Brasil nos últimos meses, feitos por empresas estrangeiras consolidadas há anos no mercado. A iniciativa dos estudantes de Mato Grosso mostra, ainda assim, que esse tipo de tecnologia está ficando cada vez mais acessível de se montar, até dentro de uma escola pública, com peças de baixo custo.

Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão ou cegueira, ou tem um familiar nessa situação, o projeto dos estudantes ainda não é algo para buscar diretamente — é só um protótipo em fase de testes. Mas vale ficar de olho no resultado da competição em dezembro de 2026, já que projetos como esse, se avançarem, podem no futuro virar opções mais baratas do que os óculos com inteligência artificial de marcas estrangeiras já disponíveis hoje no mercado brasileiro. Enquanto isso, quem precisa de ajuda agora pode procurar a associação de pessoas com deficiência visual mais próxima da sua cidade, que costuma ter informação atualizada sobre quais programas (gratuitos ou não) já estão disponíveis na região.

Fonte: Samsung Newsroom Brasil

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