Associação de Santa Catarina usa óculos com inteligência artificial pra devolver autonomia a quem não enxerga: veja como funciona
A ACADAV, de Santa Catarina, já conta com 7 óculos com inteligência artificial (4 Ray-Ban Meta e 3 OrCam) pra ampliar a autonomia de pessoas com deficiência visual — reconhecem cores, leem texto e identificam rostos, com mais 5 óculos a caminho.
Uma associação de Santa Catarina está investindo em óculos equipados com inteligência artificial pra ampliar a autonomia de quem não enxerga. A ACADAV (Associação Catarinense de Apoio aos Deficientes Auditivos e Visuais) já conta com sete desses óculos — quatro do modelo mais recente, feito em parceria entre a Ray-Ban e a Meta, e três do modelo OrCam —, com mais cinco a caminho pra serem distribuídos aos usuários.
O funcionamento é simples: basta apontar o óculos pra uma peça de roupa e usar um comando de voz pra saber a cor e outros detalhes do objeto. A mesma tecnologia também lê texto impresso, reconhece o rosto de pessoas conhecidas e ajuda a localizar estabelecimentos — recursos que também podem ajudar estudantes e profissionais no acesso a material impresso e documentos no trabalho.
Segundo o professor de Tecnologia Inclusiva da associação, Célio Barbosa dos Santos, o investimento foi possível através de uma combinação de projetos com instituições financeiras, parcerias privadas e emendas parlamentares. Os óculos do modelo OrCam custam cerca de R$ 15 mil cada, enquanto o modelo mais recente (Ray-Ban Meta) fica entre R$ 3.500 e R$ 4.000 — a associação hoje atende entre 60 e 70 pessoas com deficiência visual, incluindo cegueira total e baixa visão, de diferentes idades.
Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão, ou tem um familiar nessa situação, vale a pena perguntar se existe uma associação de apoio a pessoas com deficiência visual na própria cidade ou região — muitas vezes esse tipo de equipamento chega por parceria, sem custo direto pro usuário. E, como sempre, a tecnologia amplia autonomia no dia a dia, mas não substitui bengala, cão-guia ou acompanhamento oftalmológico regular.
Fonte: Jornal Celeiro