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Você pesquisa com a inteligência artificial antes de comprar algo? Veja como o brasileiro já faz isso mais que o resto do mundo

Uma pesquisa global da agência VML, chamada "Future Shopper" e divulgada em setembro de 2026 (a décima edição do levantamento), mostrou que 82% dos consumidores pelo mundo já usam alguma ferramenta de inteligência artificial relacionada a compras — seja para se inspirar, pesquisar um produto ou comparar preços antes de decidir. No Brasil, o comportamento é ainda mais forte: 58% do consumo no país já acontece de forma digital, contra uma média mundial de 51%, taxa que só perde para a China.

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Uma pesquisa global da agência VML, chamada "Future Shopper" e divulgada em setembro de 2026 (a décima edição do levantamento), mostrou que 82% dos consumidores pelo mundo já usam alguma ferramenta de inteligência artificial relacionada a compras — seja para se inspirar, pesquisar um produto ou comparar preços antes de decidir. No Brasil, o comportamento é ainda mais forte: 58% do consumo no país já acontece de forma digital, contra uma média mundial de 51%, taxa que só perde para a China. Entre os brasileiros, 58% também costumam checar recomendações feitas por inteligência artificial em outras fontes antes de fechar uma compra, e 53% dizem confiar mais numa recomendação quando ela parece genuína — e não feita só para vender.

Segundo a pesquisa, o Brasil está entre os países que mais usam inteligência artificial logo no início da jornada de compra: na fase de "inspiração" (quando a pessoa ainda está decidindo o que quer) o país fica em segundo lugar no ranking global, atrás só da China, e também aparece bem posicionado na fase de pesquisa do produto. A diferença aparece na hora de finalizar a compra: o uso de IA cai bastante nesse momento, o que mostra que o brasileiro gosta de usar a tecnologia para se informar e comparar, mas ainda prefere fechar o negócio de um jeito mais tradicional.

Outro dado chama atenção: quase metade dos brasileiros entrevistados (48%) disse preferir lojas físicas sem nenhum tipo de atendimento humano — a maior taxa entre os países da América Latina na pesquisa. Ou seja, a tecnologia está mudando até a forma de comprar dentro da loja física, não só online. A pesquisa também identificou uma abertura grande para deixar a inteligência artificial fazer compras de forma mais autônoma no futuro: 36% dos brasileiros disseram que dariam um orçamento semanal para um assistente de IA decidir sozinho pequenas compras — mais do que a média mundial.

Para quem tem mais de cinquenta anos, o achado mais útil dessa pesquisa é prático: antes de comprar algo mais caro — um eletrodoméstico, um remédio, um plano de saúde — vale a pena usar um assistente de inteligência artificial (como o Gemini ou o ChatGPT, ambos gratuitos) só para perguntar "quais são as vantagens e desvantagens desse produto?" ou "existe algo parecido mais barato?". É um jeito simples de chegar mais preparado numa loja ou numa negociação, sem precisar entender nada de tecnologia — mas, como qualquer informação da internet, vale sempre confirmar o preço final e as condições direto com a loja ou o vendedor antes de fechar negócio.

Fonte: Meio & Mensagem

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