Você deixaria uma inteligência artificial comprar por você? Veja como o Brasil já confia nisso mais que a maioria do mundo
Você deixaria uma inteligência artificial fazer uma compra por você, sem perguntar antes? Uma pesquisa global da empresa de pagamentos Global Payments, batizada de Agentic Commerce Report 2026 e feita com mais de 8 mil consumidores em sete países em maio de 2026, mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo onde mais gente já usa — ou topa usar — um "agente" de inteligência artificial para pesquisar produtos, escolher itens e até fechar a compra sozinho. O indicador que mede isso saltou de 39% para 72% em só um ano no Brasil: desse total, 24% já testaram esse tipo de compra automatizada, e 48% dizem que usariam agora ou nos próximos doze meses.
Você deixaria uma inteligência artificial fazer uma compra por você, sem perguntar antes? Uma pesquisa global da empresa de pagamentos Global Payments, batizada de Agentic Commerce Report 2026 e feita com mais de 8 mil consumidores em sete países em maio de 2026, mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo onde mais gente já usa — ou topa usar — um "agente" de inteligência artificial para pesquisar produtos, escolher itens e até fechar a compra sozinho. O indicador que mede isso saltou de 39% para 72% em só um ano no Brasil: desse total, 24% já testaram esse tipo de compra automatizada, e 48% dizem que usariam agora ou nos próximos doze meses.
No ranking dos sete países pesquisados, o Brasil só perde para a China (86%) e fica na frente de Singapura (59%), Reino Unido (48%), França (46%), Estados Unidos (45%) e Austrália (40%). A confiança do brasileiro nesse tipo de agente de IA também subiu — numa escala de 1 a 5, foi de 3,18 em 2025 para 3,80 em 2026, também o segundo maior salto entre os países, atrás só da China. Olhando mais para a frente, os próprios consumidores entrevistados estimam que, dentro de cinco anos, agentes de inteligência artificial poderão ser responsáveis por 17% de todas as compras feitas.
Vale entender a diferença entre dois usos bem comuns hoje: pedir para uma IA pesquisar e comparar preços (onde você ainda decide e paga) é bem diferente de deixar um "agente" autônomo decidir e finalizar a compra sozinho, usando seus dados de pagamento sem você revisar cada passo — essa segunda forma ainda é nova e pouco regulamentada no Brasil.
Para quem tem mais de cinquenta anos, o conselho prático é separar bem essas duas coisas: pedir ajuda a uma inteligência artificial (como o Gemini ou o ChatGPT) para comparar preços e tirar dúvidas antes de comprar é seguro e pode economizar dinheiro. Já autorizar um agente de IA a comprar e pagar por conta própria, sem sua revisão final, ainda merece cautela — principalmente se isso envolver cadastrar o número do seu cartão num aplicativo novo e pouco conhecido.
Fonte: Mercado & Consumo