Summit em São Paulo mostra o "quarto do futuro" para quem envelhece em casa
O 2º Summit Envelhecer em Casa reuniu médicos, arquitetos e gerontologistas em São Paulo para mostrar como sensores, assistentes de IA e tecnologia por voz já ajudam a cuidar de idosos dentro de casa, sem substituir o cuidado humano.
No dia 11 de agosto, o Espaço Janela, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, recebeu o 2º Summit Envelhecer em Casa, um encontro que reuniu médicos, arquitetos, especialistas em gerontologia e empresas de tecnologia para debater um tema cada vez mais presente na vida das famílias brasileiras: como cuidar bem de quem está envelhecendo sem precisar, necessariamente, internar a pessoa ou tirá-la de casa.
O destaque do evento foi uma simulação batizada de "Quarto do Futuro", um ambiente montado especialmente para mostrar, na prática, como a inteligência artificial já pode apoiar a rotina de uma pessoa mais velha dentro da própria casa. Entre as soluções apresentadas estavam assistentes de inteligência artificial conectados à rotina de cuidadores, avisando automaticamente quando algo foge do padrão; plataformas que monitoram o bem-estar emocional, identificando sinais de tristeza ou isolamento antes que se agravem; sensores discretos, instalados em tapetes, camas ou poltronas, capazes de identificar quedas ou mudanças bruscas de movimento; e tecnologias acionadas por voz, que ajudam a organizar a rotina, estimular a memória e manter contato com os familiares.
Segundo os especialistas presentes, esse tipo de tecnologia tem um papel especialmente importante diante de uma realidade conhecida: falta gente. Com menos profissionais de enfermagem e cuidado disponíveis no mercado, cada vez mais famílias vão precisar combinar o cuidado presencial com ferramentas de inteligência artificial que ajudem a cobrir as lacunas — sem, no entanto, substituir o toque e a atenção humana.
Para quem já pensa em como vai envelhecer, ou está organizando o cuidado de um pai, mãe ou cônjuge, o recado do Summit é prático: vale a pena pesquisar esse tipo de solução antes que a necessidade seja urgente. Um sensor de queda instalado com calma, testado e ajustado à rotina da casa, funciona muito melhor do que um equipamento comprado às pressas depois de um susto. No fim das contas, a tecnologia funciona melhor como um par de olhos extra — nunca como substituta da visita, do telefonema ou da companhia de quem se importa de verdade.
Fonte: Jornal do Brás