Seu médico pode usar inteligência artificial sem te avisar? Veja o que a nova regra do CFM garante ao paciente
Em vigor desde agosto de 2026, a Resolução CFM nº 2.454/2026 obriga o médico a avisar quando usa inteligência artificial no atendimento e garante ao paciente o direito de entender a ferramenta, seus limites e riscos — a decisão final continua sendo sempre do médico.
Desde agosto de 2026, os médicos brasileiros têm uma regra nova e clara para seguir quando usam inteligência artificial no consultório ou no hospital: a Resolução CFM nº 2.454/2026, do Conselho Federal de Medicina, que normatiza o uso dessa tecnologia em toda a medicina do país.
O ponto mais importante da resolução para o paciente é o direito à informação: o médico é obrigado a avisar quando está usando inteligência artificial no atendimento, e o paciente tem direito de entender, em linguagem simples, qual é a ferramenta usada, quais são os seus limites, quais dados estão sendo compartilhados e quais são os riscos envolvidos. Sem esse consentimento informado, o uso da IA não pode acontecer.
A resolução também deixa claro quem continua sendo responsável por qualquer decisão: o médico, nunca o programa. A inteligência artificial pode ajudar a olhar uma imagem de exame, sugerir um diagnóstico possível ou organizar informações mais rápido, mas a palavra final — e a responsabilidade legal — é sempre de uma pessoa formada em medicina, que deve usar a tecnologia só como apoio.
Para quem tem mais de cinquenta anos, essa regra é uma proteção a mais: da próxima vez que for a uma consulta ou fizer um exame, é totalmente válido perguntar diretamente "o senhor ou a senhora está usando inteligência artificial nesse meu caso?" — e esperar uma resposta clara. Essa pergunta, hoje, tem respaldo em uma resolução oficial do CFM.
Fonte: Conjur