Estudantes cariocas criam dispositivo de inteligência artificial que detecta quedas de idosos
Alunas da Faetec, no Rio de Janeiro, criaram um dispositivo vestível com sensores e IA que detecta quedas de idosos em tempo real e avisa a família automaticamente — projeto será apresentado na Rio Innovation Week.
Alunas da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), no Rio de Janeiro, criaram um dispositivo vestível que usa sensores e inteligência artificial para detectar quedas de idosos em tempo real e enviar alertas automáticos a familiares. O projeto, desenvolvido por estudantes da Escola Técnica Estadual Henrique Lage sob orientação do professor Altair Martins, será apresentado na Rio Innovation Week.
O protótipo é discreto e usa um sensor inercial e um microcontrolador para monitorar constantemente a aceleração e a posição do corpo de quem o usa. Quando o padrão de movimento é compatível com uma queda, o aparelho dispara automaticamente um aviso, por aplicativo, para os contatos de emergência cadastrados. Ele também tem um botão de SOS, para que a própria pessoa peça ajuda manualmente se precisar.
O problema que a tecnologia tenta resolver é grande. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada três pessoas com mais de 65 anos sofre pelo menos uma queda por ano. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta as quedas como uma das principais causas de internação e de morte nessa faixa etária — muitas vezes porque o socorro demora a chegar, não porque o acidente em si seja necessariamente grave.
Dispositivos assim se somam a uma tendência maior: sensores, relógios e até robôs de companhia equipados com inteligência artificial vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para permitir que pessoas mais velhas continuem morando sozinhas com mais segurança. A vantagem de um projeto como esse é reduzir o tempo entre o acidente e o socorro, o que na prática pode ser a diferença entre uma recuperação tranquila e uma complicação grave, como uma fratura sem atendimento rápido.
Fonte: Brasil em Folhas