Brasil oficializa o uso da inteligência artificial na medicina e amplia os hospitais inteligentes
O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução 2.454/2026, reconhecendo oficialmente o uso da IA na prática médica — 62,5% dos hospitais brasileiros já usam algum tipo de IA nas operações do dia a dia.
Agosto marcou um momento importante para a inteligência artificial dentro dos hospitais brasileiros. O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2.454/2026, reconhecendo oficialmente que a IA já faz parte da prática médica no país. Para ajudar os médicos a se adaptarem, a Associação Médica Brasileira lançou uma cartilha orientando como incorporar a tecnologia de forma ética, segura e transparente — o prazo de adaptação das instituições termina ainda neste mês.
Um levantamento recente mostrou que 62,5% dos hospitais brasileiros já utilizam algum tipo de inteligência artificial nas suas operações do dia a dia, seja para organizar exames, prever demanda de leitos ou apoiar diagnósticos.
No lado da infraestrutura pública, o governo avançou com o projeto do Hospital Inteligente, financiado pelo Banco do Brics e voltado para atendimento de urgência e emergência, integrando IA, conectividade 5G e sistemas digitais direto no atendimento ao paciente. Já está rodando, em fase piloto, o SAMU Inteligente, implementado em Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, permitindo que UTIs, ambulâncias e centrais de regulação compartilhem dados clínicos em tempo real — ganhando minutos preciosos em casos graves.
Para quem tem mais de cinquenta anos, o impacto é direto: mais agilidade no diagnóstico de doenças crônicas, menos espera em emergências e sistemas que ajudam o médico a não deixar passar sinais de alerta em exames de rotina. Especialistas reforçam, porém, que a IA entra como apoio à decisão médica — o julgamento clínico e o exame físico continuam sendo feitos por pessoas.
Fonte: Portal CFM