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Google lança Pixel 11 com inteligência artificial que entende fala natural

No Made by Google 2026, o Pixel 11 chegou com o chip Tensor G6 e o recurso "Rambler", que entende comandos de voz mesmo com pausas e frases incompletas — uma tendência que facilita o uso por voz para quem não gosta de digitar.

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No dia 12 de agosto, o Google realizou em Nova York o evento Made by Google 2026, onde apresentou a nova linha de celulares Pixel 11 — e, mais uma vez, deixou claro que a inteligência artificial é hoje o verdadeiro protagonista dos lançamentos de smartphones, mais até do que o hardware.

A família chegou com quatro modelos — Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e o dobrável Pixel 11 Pro Fold —, todos equipados com o novo chip Tensor G6, fabricado com tecnologia de 2 nanômetros, a mesma classe de processo usada nos chips mais avançados do mundo atualmente. Mas a mudança que mais deve impactar o uso diário está no software: o assistente Gemini ganhou um novo modo, chamado de "Gemini Intelligence", capaz de executar tarefas de várias etapas sozinho, como um funcionário digital que entende o pedido e vai atrás de resolver.

Uma das novidades mais úteis para quem não gosta de digitar é o recurso batizado de "Rambler" — um sistema de voz reformulado para entender a forma como as pessoas realmente falam, com frases incompletas, pausas, "hã" e mudanças de assunto no meio da fala, sem travar ou pedir para repetir. Na prática, significa poder ditar um recado, uma lista de compras ou uma mensagem de voz sem se preocupar em formular frases perfeitas — o aparelho entende o sentido, não só as palavras.

O Google também ampliou os recursos de transcrição e tradução automática: vídeos, podcasts e mensagens de voz recebidas em outro idioma agora podem ser traduzidos e legendados na hora, direto no aparelho. Nos Estados Unidos, os preços variam de 899 a 1.899 dólares, e as primeiras entregas começaram no dia 20 de agosto — o modelo ainda não tem data confirmada de chegada ao Brasil.

Mesmo para quem não pretende trocar de celular agora, a tendência importa: cada vez mais, os assistentes de inteligência artificial são pensados para funcionar por voz, em linguagem natural, sem exigir que o usuário aprenda comandos técnicos ou navegue por menus complicados. Para o público acima de cinquenta anos, essa é, na prática, a direção que facilita o uso — falar com o celular como quem fala com uma pessoa, e deixar que ele entenda o resto.

Fonte: Google

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