Assistente de inteligência artificial funciona só por mensagem de texto e mira quem tem 65 anos ou mais
Lançado nos Estados Unidos em 4 de agosto, o "Ask Proxy" é um assistente de inteligência artificial que funciona só por mensagem de texto, sem aplicativo — pensado especialmente para quem, como boomers e idosos, não quer aprender a mexer em uma interface nova.
No dia 4 de agosto, foi lançado nos Estados Unidos e no Canadá o "Ask Proxy", um assistente de inteligência artificial que funciona inteiramente por mensagem de texto — sem aplicativo para baixar, sem comandos especiais para aprender e sem precisar configurar um "agente" complicado. Para começar, basta salvar o número de telefone do Proxy nos contatos e mandar uma mensagem com a palavra "Start": a partir daí, o próprio assistente conduz uma conversa de cerca de vinte minutos para entender interesses, rotina e forma de tomar decisões do usuário, com a opção de conectar a agenda pessoal.
Depois dessa configuração inicial, basta trocar mensagem com o Proxy como se fosse um parente ou amigo, sem comandos especiais. A revista americana Tom's Guide testou o serviço com uma usuária de mais de setenta anos e mostrou exemplos práticos: enviar uma foto do interior da geladeira para receber sugestão de receita, gravar um áudio para anotar um lembrete, ou pedir ajuda para escolher um presente de aposentadoria. O diferencial, segundo a reportagem, é que o Proxy também manda mensagem por conta própria — avisando com antecedência sobre aniversário de neto, sugerindo reserva de restaurante antes de uma data importante, ou simplesmente puxando papo, o que ajudou a combater a sensação de solidão relatada pela usuária testada.
Christine Landis, criadora do Proxy, contou que a ideia nasceu da constatação de que a maior dificuldade das pessoas com IA não é usar a ferramenta, mas lembrar do que perguntar a ela: "Todo mundo falava do que a IA conseguia fazer depois que você perguntava alguma coisa. Eu ficava pensando em tudo que as pessoas esquecem de perguntar antes disso — é aí que a vida fica sobrecarregada", disse a executiva, em comunicado oficial. Já Janet, usuária de oitenta anos, resumiu a experiência: "Eu e meu marido sempre tivemos curiosidade por IA, mas parecia complicado demais para aprender. É tão simples que a gente se sente capaz de um jeito que nem imaginava." O serviço inclui quinze mensagens gratuitas para teste e depois cobra vinte e nove dólares por mês, por enquanto só nos Estados Unidos e no Canadá — sem previsão de chegada ao Brasil. A empresa garante que não vende dados, não mostra anúncio e não usa as conversas para treinar outras IAs.
Para quem tem mais de cinquenta anos e já se sente à vontade trocando mensagem de texto, esse tipo de assistente pode ser, de fato, uma porta de entrada mais simples para a inteligência artificial do que baixar um aplicativo novo e aprender a escrever comandos. Mas vale o mesmo cuidado de sempre: mesmo com a promessa de privacidade, o recomendável é nunca compartilhar dado sensível como senha, número de cartão ou documento por mensagem de texto com nenhum assistente de IA, e sempre checar com um profissional de confiança qualquer sugestão envolvendo saúde ou dinheiro. Como o serviço, por enquanto, só funciona em inglês e com número de telefone americano ou canadense, quem mora no Brasil ainda vai precisar esperar — mas a tendência de assistentes mais simples, sem aplicativo e sem comando técnico, é a mesma que já aparece em outras ferramentas de IA voltadas para o público 50+.
Fonte: Tom's Guide