Você já contou algo pessoal pra um chatbot de inteligência artificial? Veja por que isso pode ser arriscado
Uma pesquisa do Cetic.br mostrou que 54% dos brasileiros que usam IA generativa já compartilharam sentimentos com o programa, 52% compartilharam dados de saúde e 50% enviaram fotos próprias — e 66% se dizem preocupados com o uso dessas informações pelas empresas. O estudo lembra que 45 milhões de brasileiros já foram alvo de golpe envolvendo dados pessoais.
Uma pesquisa do Cetic.br, centro de estudos ligado ao NIC.br, mostrou um contraste importante no jeito como o brasileiro usa a inteligência artificial no dia a dia: entre quem já utiliza ferramentas de IA generativa, como chatbots de conversa, 54% contam que compartilham emoções e sentimentos com o programa, 52% já compartilharam dados de saúde e 50% já enviaram fotos próprias durante uma conversa. O levantamento, divulgado em setembro de 2026, também revelou que 66% dos usuários de IA se dizem preocupados com o jeito como as empresas por trás desses programas usam essas informações depois.
O contexto ajuda a entender o tamanho do risco: segundo o mesmo estudo, 45 milhões de brasileiros já foram alvo de alguma tentativa de golpe envolvendo dados pessoais, um número que mostra como informação pessoal, uma vez compartilhada, pode circular por caminhos que a pessoa não controla mais. Contar um problema de saúde ou mandar uma foto para uma inteligência artificial não é, em si, o mesmo que cair num golpe — mas cada informação sensível compartilhada é mais um dado que passa a existir em algum servidor de alguma empresa, sujeito às regras de privacidade dela.
Isso não significa que se deva ter medo de usar essas ferramentas — elas continuam sendo úteis para tirar dúvidas, escrever um texto ou organizar uma lista de tarefas. O ponto de atenção é o tipo de informação que entra nessa conversa.
Para quem tem mais de cinquenta anos, vale adotar uma regra simples: trate uma conversa com IA como trataria uma ligação de alguém que você não conhece bem — é seguro perguntar sobre um assunto geral, mas não é necessário informar CPF, senha, número de cartão, endereço completo ou detalhes muito específicos sobre a própria saúde ou a de um familiar. Quando a dúvida for realmente sobre saúde ou dinheiro, o caminho mais seguro continua sendo conversar direto com o médico ou com o banco.
Fonte: Agora RN