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IA e Saúde

Seu médico já usa inteligência artificial pra te diagnosticar? Pesquisa mostra que já são 66% no Brasil

Uma pesquisa da MV Insights, feita com 196 profissionais de saúde de todo o Brasil, mostrou que 66,1% já usam inteligência artificial regularmente ou ocasionalmente na rotina clínica — principalmente pra interpretar exames e sugerir diagnósticos. Segundo o CEO da MV, a tecnologia funciona como "assistente quase invisível", sem nunca substituir o raciocínio médico.

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Uma pesquisa da MV Insights, empresa de tecnologia para a saúde, ouviu 196 profissionais de saúde das cinco regiões do Brasil — entre eles 112 médicos atuantes e em formação — e descobriu que 66,1% já usam inteligência artificial regularmente ou ocasionalmente na rotina clínica. A própria MV faz questão de avisar que o estudo não tem representatividade estatística de toda a classe médica brasileira, mas os números, divulgados em setembro de 2026, dão uma boa ideia de como a tecnologia já entrou no consultório: entre os médicos que usam IA, 56,6% recorrem a ela para interpretar exames e sugerir possíveis diagnósticos, além de pedir sugestões de código de doença (CID) e cruzar sintomas.

Um uso mais recente, ainda em crescimento, é a transcrição automática da consulta e das anotações clínicas, usada por cerca de 17% dos médicos entrevistados. Segundo Paulo Magnus, CEO da MV, a inteligência artificial funciona como "um assistente quase invisível aos profissionais, facilitando e automatizando processos e nunca substituindo o raciocínio médico" — ou seja, o programa ajuda a organizar informação e levantar possibilidades, mas quem decide continua sendo o médico.

A pesquisa também mostrou que a confiança na tecnologia cresce com o uso: médicos que usam IA regularmente relatam, em média, 26% mais confiança na ferramenta do que colegas que nunca experimentaram. Os principais obstáculos para o crescimento, segundo os entrevistados, são o custo de implantação (30,4%) e a dificuldade de integrar essas ferramentas aos sistemas de prontuário já existentes (22,3%) — sinal de que a adoção ainda está em andamento, não é unanimidade.

Para quem tem mais de cinquenta anos, o recado é parecido com o de outras notícias sobre IA na medicina: não custa nada perguntar diretamente ao médico se ele está usando alguma ferramenta de inteligência artificial no seu atendimento, e pedir para entender, em linguagem simples, para que ela está sendo usada. A responsabilidade pela decisão final sobre diagnóstico e tratamento continua sendo sempre de uma pessoa formada em medicina.

Fonte: Movimento Econômico

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