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Prefeitura de Maricá entrega óculos com inteligência artificial pra quem tem baixa visão: veja como funciona o programa

A Prefeitura de Maricá (RJ) entregou, em setembro de 2026, os primeiros 35 óculos com inteligência artificial do programa TechVisão a moradores com baixa visão ou cegueira. O dispositivo OrCam MyEye lê textos em voz alta, reconhece rostos, identifica produtos e dinheiro, e funciona sem precisar de internet ou celular conectado.

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A Prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, entregou, em setembro de 2026, os primeiros 35 óculos com inteligência artificial do programa TechVisão, voltado a moradores com baixa visão ou cegueira. O dispositivo usado é o OrCam MyEye, que converte informação visual em áudio: ele lê em voz alta textos de livros, documentos, jornais, cardápios, placas de rua e telas digitais, reconhece rostos previamente cadastrados pela pessoa, identifica produtos pelo código de barras, distingue cores e reconhece cédulas de dinheiro — tudo isso sem precisar de internet, aplicativo ou smartphone conectado.

O equipamento também consegue informar a hora e a data através de um gesto simples, funcionando de forma independente, direto na armação do óculos. Para participar do programa, o critério de elegibilidade em Maricá é estar enquadrado nos códigos H54.0, H54.1 ou H54.2 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), relacionados à cegueira e à baixa visão binocular.

Segundo Sabrina Alves, secretária municipal de Ciência e Tecnologia de Maricá, a entrega "representa muito mais do que a disponibilização de um dispositivo" — segundo ela, representa autonomia e acessibilidade para quem recebe o equipamento. A cidade já sinalizou a intenção de ampliar o programa e entregar mais óculos nas próximas etapas.

Para quem tem mais de cinquenta anos e enfrenta baixa visão, ou tem um familiar nessa situação, vale a pena perguntar na secretaria de saúde ou de assistência social da própria cidade se existe algum programa parecido de distribuição de óculos ou outros equipamentos com inteligência artificial — mesmo fora de Maricá, iniciativas semelhantes com o mesmo tipo de dispositivo já apareceram em outras cidades brasileiras nos últimos meses. Como sempre, vale lembrar que a tecnologia amplia a autonomia no dia a dia, mas não substitui o acompanhamento oftalmológico regular.

Fonte: Prefeitura de Maricá

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